iPad na mão é vendaval
Posted by rodguedes in Gadgets, Novos Produtos on January 28, 2010
Aí, retiro todo o tom blasé desse texto abaixo, faço mea culpa e digo que, depois de ler tudo o que falaram sobre o iPad, estou sim, bastante empolgado. Dito isso, de resto assino embaixo.
_______________________________________________________________________________
Já se falou tudo. É só clicar nos links ali embaixo e acompanhar a nova saga do Apple gadget mais famoso depois do iPhone. Nem todos simpatizaram, mas todos querem.
Realmente não tenho muito o que dizer a respeito, exceto que ainda não sei. Pela primeira vez vi uma tecnologia Apple e não fiquei assim, tão empolgado empolgado de cara. Talvez seja pela quantidade absurda de estímulos e tecnologia initerrupta jogada na nossa frente.
Em tempos assim fica cada vez mais difícil causar impacto. Por isso, sobre o iPad eu digo: não é mais do que eu esperava. E não surpreendeu tanto assim. Não acho revolucionário, mas considero o melhor item da categoria hoje no mercado, de longe, bem de longe. Une tantos atributos em um aparato tão bacana, que só por isso já é inovador, útil. Exceto pela bateria pífia que a Apple insiste em colocar nos seus produtos.
E isso não é querer banalizar nem criticar o novo item de luxo da “empresa mais inovadora do mundo”. Não é o produto, mas a minha (e talvez a nossa) percepção dos produtos que mudaram. Perigo se tornar comum. E apresentações como as de Jobs, antes tão esperadas já não causam mais frisson. Fica um sentimento de “ok, legal, que venha o próximo”.
Isso porque a raridade, substrato do valor, já está se tornando, bem, rara.
Por isso aplaudo a nova tecnologia e vou até querer ter um, um dia desses quero ter um desses, AGORA!
E fica aqui a pergunta: e você, vai fazer o que com ele?
Links para iAcompanhar:
#CParty pra lá
A Campus Party já virou a principal social media of line da história, palco de interação e inovação em tantas áreas que não vou perder tempo digitando aqui.
Digite no twitter a tag #CParty ou #CPartybr, entre no blog do evento aqui e acompanhe abaixo ao vivo as palestras na Arena da Campus.
#FikDik – go!
Onde vivem os sentimentos
Quando eu era moleque, piazão mesmo, lá naquele universo paralelo entre os 5 e 9 anos de idade, eu tinha poucos amigos. Poucos mesmo. Em meio a essa parca sociabilidade a solução foi criar alguns mundos para onde eu poderia me retirar e brincar. Fiz coisas que deixariam minha avó passada, fui a lugares nunca dantes navegados, voei de guarda-chuva, construí armas mágicas e caminhei entre castelos no costão (e quebrei muitos telhados pelo bairro afora).
Por isso ao assistir Onde Vivem os Monstros (Where the Wild Things Are) eu me identifiquei absurdamente. Aquele sentimento de fundo, sempre presente, hoje claro, é o ponto de partida para o universo apresentado pelos olhos cheios de perspicácia de Max: a solidão.
Não que eu fosse sozinho. Era rodeado de carinho, família e tudo mais. Mas me sentia um pouco sozinho no campo ainda pouco explorado do interior não-físico de meu ser.
Onde Vivem os Monstros é uma síntese, acho eu, da infância de muitas crianças e muito marmanjo aí vai curtir. Fora que, pra mim, é um filme perfeito de Spike Jonze. Na medida certa. A inovaçãofoi mostrar esse universo sem deixar o copo transbordar.
Claro, o mérito é do autor do clássico infantil (será?), Maurice Sendak. Mas a tradução audiovisual do filme vai lá no fundo. A gente sente sem entender bem o que é, e depois, ao acabar o filme, começam as associações.
A hiperatividade de Max misturada com a frustração que ele mesmo não entende, a qual liberta seus “monstros” pra quem quiser ver, foi como olhar em um espelho. Está tudo lá: os ataques de raiva, a tentativa de chamar a atenção, o amor-ódio-indiferença-instinto-maturidade misturada, pronta para dar a luz a pessoa que ele será no futuro. Cada sentimento, bem alimentadinho lá dentro de Max, pode ser visto como um monstro em uma muito bem bolada ilha. (Taí, também cresci em uma ilha). Max é um retrato muito fiel, mesmo, de uma criança na situação dele.
A atuação do ator mirim Max Records é genial, direção e efeitos geniais, trilha sonora encaixa perfeitamente. Um universo tão bem criado quanto aqueles que desenvolvemos em nossas infâncias.
Ficou claro entender: fantasia é o sintoma da solidão, em qualquer medida, principalmente lá naquele tempo antes de tomarmos a decisão inevitável, porém adiável, de amadurecer e deixar pra trás, não sem antes ter aprendido muito, todos os nossos monstros.
Um post para (re)começar
De lá pra cá viajei longe, e de volta novamente, ao lado de quem eu amo para encontrar quem não esqueço, mas nem todos da companhia desfrutei. Queria mais. Ficou pra depois.
E foi assim, nadei na praia, brinquei na areia, descansei, cansei, senti saudades daqui, ainda com saudades de lá. Um pouco de tristeza, mas tanta alegria quanto deveria. Quis fazer diferente e agi do mesmo jeito. Enfrentei filas de carro e xinguei essa época do ano, vi absurdos, dormi pacas. Entendi algumas coisas, compreendi algumas pessoas. Fiz as pazes, briguei muito.
Pelo menos três ocasiões inesquecíveis: voltar ao lugar que cresci, fazer companhia a quem me criou, sair em dois e isso bastar.
Agora, de volta novamente, timidamente arranhando esse teclado, grafando palavras cantadas no sotaque de minha mente, me sinto mais exigente. Comigo, apenas comigo.
Não tem jeito. Poesia não é meu forte ;) Happy 2010.
Conteúdo visível ao olhos
Novo post no CCW. Vai lá.



![wherethewildthingsare_19[1]](http://www.neossinapses.com.br/wp-content/uploads/2010/01/wherethewildthingsare_191.jpg)
![wherethewildthingsare_39[1]](http://www.neossinapses.com.br/wp-content/uploads/2010/01/wherethewildthingsare_391.jpg)















