Ok, esqueçam o que eu escrevi e leiam a análise feita pelo Rafael Savastano no blog Dude, We Are Lost.
Lost acabou, a copa vai começar, as eleições estão chegando e muitos concordam outros discordam do final (de Lost, da Copa e das Eleições). Não vou entrar nessa até porque é como na vida, cada um tem sua opinião e tira da experiência o que puder.
Mas fiquei encasquetado com as perguntas sem respostas, claramente intencionais. O que é a ilha? Que mitologia é aquela? A fumaça, a luz, a caverna, a Rosseou 1.0? Porque as pessoas eram atraídas para lá?
Não é possível, os criadores certamente se basearam em algo para construir toda aquela argumentação. Da ilha, não do final da história e dos personagens.
Evitei portanto a tentação de concordar com minha esposa de que tudo era uma viagem de maconha do diretor, sem pé nem cabeça, e fui ler sobre mitologia em uma tentativa muito humana de encontrar algumas respostas.
E algumas coisas parecem encaixar.
Pra mim a base dessa parada toda é a história dos Campos Elísios (ou Eliseos), presentes tanto na Mitologia Grega quanto Egípcia. Vamos à Wikipedia: na mitologia grega, esses campos são chamados “Ilha do Paraíso”, um lugar do mundo dos mortos governado por Hades, oposto ao Tártaro (lugar de eterno tormento e sofrimento).
Os homens virtuosos deveriam repousar por lá após a morte “rodeados por paisagens verdes e floridas”. As pessoas que residiam nos Campos Elísios tinham a oportunidade de regressar ao mundo dos vivos, coisa que só alguns conseguiam. Ah, e aqueles que não eram mortos, podiam ao beber a água de algum rio por lá terem vida eterna.
Nas descrições mais antigas temos o juiz Radamanto como cuidando dos campos elísios (Jacob?), e um de seus servos, seria Cronos, anteriormente o líder dos titãs, um deus maligno e cruel. Pra saber mais é só googlear.
O resto é licensa poética dos autores. Acrescento também que a mulher que criou ambos os irmãos (Rosseou 1.0) tem algo de Pandora, primeira mulher do mundo, criada com várias habilidades – incluindo as manuais, responsável por cuidar de uma caixa, jarro ou talvez caverna (?) onde residiam tanto o mal quanto a esperança.
A gente joga tudo isso para a versão bíblica e temos aí: árvore da vida, bem e mal, paraíso, origem dos homens, etc., etc. Até mesmo a recomendação de não dar ouvidos à “serpente” que reside no jardim do éden. Enfim.
Acho que a série é uma grande mistura de elementos mitológicos que mexem fundo no nosso inconsciente, como diria Joseph Campbell, tornando-se o cenário de um épico sobre a condição humana, essa sim, protagonizada por todos os personagens. No final o que interessa não é o palco onde a história se desenrola, mas o próprio desenrolar da história, as relações e lições advindas daí e como a plateia e os personagens saem dessa experiência.
E podem, finalmente, tirarem as fantasias e voltarem à vida real.

















Coisas bacanas da semana
Dicas de coisas bacanas que fiquei sabendo essa semana. Primeiro esse agregador de notícias, o Newsmap
Você escolhe o país e pá! Ele vai juntando notícias em tempo real (aparentemente) de tudo que é lugar. O que me chamou atenção foi o Visual. Bacana para colocar como uma das 500 abas de entrada do seu Firefox.
A proposta desse hotel também é inovadora: um “Hotel de Cores” chamado The Pantone Hotel Experience. Como toda boa proposta de marca, o objetivo aqui é proporcionar uma vivência única ao seu público. Cada quarto uma experiência colorida, causando surpresa e mexendo com os sentidos. O design do Hotel é de Michel Penneman e Oliver Hannaert
E por último, uma da área de ciências biológicas: criaram uma célula sintética em laboratório. O nome da bichinha é Mycoplasma mycoides. Que venham os replicantes.
O artigo mais “sintético”, com o perdão do trocadilho, está nesse link e abaixo você confere o infográfico da obra – que não deixa também de ser um belo trabalho de Design, biologicamente falando.