#coisasantigasdailha

Sentado no ar condicionado em meio ao calor de Foz, pensando em uma praia no fim de tarde, coisa muito comum nos tempos de trabalho em Floripa, me deparei com a tag #coisasantigasdailha no twitter. Nostalgia pura, revi amigos e lembrei de muita, muita coisa que fez parte dessa história.

A tag foi para o Twitter Trending Topics, ganhou fama de Viral do Lost e quem não é manezinho entendeu muito pouco.

Floripa tem essa “mística” que envolve todos que a conhecem e dá uma pontinha de orgulho em quem, como esse que vos escreve, nasceu por lá. São histórias que, como em Lost, só poderiam acontecer em uma ilha. E quem viveu, lembra.

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Deu pra ti, vou pra Floripa, tchau!

pesbrancos

Daqui a dois dias estou indo pra Floripa. Terrinha, sol, mar, outro clima, nostalgias. Ter crescido em uma ilha tem suas vantagens, um privilégio na verdade. Mar por todos os lados, clima de praia o ano todo. Bom mesmo pra quem é eterno adolescente. Mas tive sorte, amigos bacanas (carrego junto), infância feliz, adolescência idem (com os traumas padrões, nada mais, nada menos). Escorregadas aqui e ali.

Mas também teve suas desvantagens. Se profissionalizar em um lugar onde o clima é de férias o ano todo demorou. A ilha demorou pra ter o seu lugar ao sol. Mas de uns dez anos pra cá tomou rumo, notoriedade, caiu no gosto do Brasil, se tornou pólo tecnológico. Educacional sempre foi, lá com a UFSC (estudei, cresci por lá, um dia eu conto) e universidades bem cobiçadas. Agências bacanas pipocaram, cresceram, se tornaram referência. E por sorte quando estava maduro pra começar uma carreira profissional já tinha vaga. Sorte, talento e amizade. Mistura legal pra chegar em algum lugar.

Enfim, dois dias e estou indo pra lá. Ver família, amigos. Só quatro, cinco dias, mas já vai valer. É um aperitivo para o verão. Mas o inverno (se é que isso ainda existe) em Floripa é mágico. Gosto de ir à praia vazia, ondas sem surfistas (em algumas delas) e o clima que incontáveis histórias de verão devem ter deixado pra trás. Mudaram as estações, nada mudou. Mas mudou.

Mudou muito desde os antigos luais, roubadas, histórias demais pra caber em posts. Quem estava lá viveu e lembra. E agora chego nos lugares e não conheço mais ninguém. Novas histórias sendo construídas. E as ondas ainda batendo na areia.

Vou lá, conversar com meu pai que tem boas histórias e é excelente companhia. Ele e a família toda. Gosta de falar sobre a importância do contato humano, o olho no olho na gerência de pessoas e negócios, assim como gosta de uma cerveja e tainha na grelha.

Ah, tenho que dar o gancho da inovação, quase esqueci. Então lá vai: inovação é nascer em uma ilha e nunca, nunca ter ficado ilhado. Nunca perdido (Lost!). Sempre novos horizontes, contatos, experiências. Porque aquela ilha de sonífera não tem nada.

Vou lá, fazer as malas.

Taikodom, Parque Tec. Alfa e games on line

Em Floripa, onde dei meus primeiros passos, existe um lugar chamado Parque Tecnológico Alfa. Nesse parque encontra-se a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica – CELTA e atualmente o Sapiens Parque, um parque de inovação que integra, de forma inédita, os conceitos de Science Park, Parque Tecnológico, Business Park e Cidade do Conhecimento.

Basta dizer que esse setor tem reunidas mais de 250 empresas de tecnologia, sendo o maior arrecadador de impostos da capital catarinense. Sim, o Parque Tec. Alfa contribuiu (e muito) para que nos últimos anos Floripa desse um salto de desenvolvimento de dar inveja a muitas capitais brasileiras. Além de polo turístico, virou referência em industria e o desenvolvimento tecnológico. O PTI, Parque Tecnológico de ITAIPU aqui em Foz está indo pelo mesmo caminho.

Mas eu não falei isso tudo apenas porque sou manezinho da ilha (com orgulho!), mas porque foi nesse local que nasceu o primeiro game on line totalmente nacional, com o conceito MSG (Massive Social Game), que permite milhares de jogadores conectarem-se simultaneamente a um mesmo universo em um único servidor.

O Taikodom (junção de dois radicais, um chinês e outro latino, Taiko e Dom, que significa, cosmos e domínio ou reino – O Domínio do Cosmos, ou Reino do Cosmos) foi desenvolvido pela Hoplon Infotainment em parceria inédita com a IBM. O resultado? Um jogo hospedado em um mainframe da IBM acelerado com processadores CELL, prometendo suportar até 40 mil jogadores simultaneamente, constituindo uma inovação e tanto nesse setor (todos os participantes conectam-se ao mesmo universo em um único servidor e toda a ação, inclusive as batalhas, é em tempo real, e o jogo continua mesmo depois que você se desconectar.)

Não sou exatamente um fã de jogos on-line, mas pra mim, que cresci com Odissei e Atari, jogando River-Raid, Missele Comand e Enduro, e hoje em dia PS e Wii, essa reinvenção da forma de se jogar on-line vale muito o post, pela forma inovadora como foi estruturado, por ter durado 4 anos seu desenvolvimento e custado $15 milhões e por ser 100% nacional (sem nenhum bairrismo da minha parte).

Eu havia visitado o Parque Tec. Alfa a uns três anos atrás, justamente porque sabia que esse jogo estava sendo desenvolvido pela equipe da Hoplon – juntamente com o escritor de ficção científica Gerson Lodi-Ribeiro. O lugar é um paraíso para quem tem uma boa idéia e precisa de incentivo para colocá-la em prática. Isso dada a possibilidade de você incubar sua empresa, conceito de todo Parque Tecnológico, para depois ganhar o mundo.

Foi o que aconteceu com o pessoal da Hoplon, que já foi matéria da revista Época Negócios em 2008 e saiu essa semana passada na novíssima MeioDigital (da turma da Meio&Mensagem).

O público, jovens a partir de 18 anos, e o retorno financeiro pretende vir de publicidade “in-game” (marca das empresas no game), merchandising e pacotes de benefícios para melhora de performance dos jogadores.

(fonte: Revista Época Negócios, Meio Digital, links citados e in loco)

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