Zipcar: ter carro pra quê?

Você está saindo correndo para uma reunião e não tem carro. Nós, meros mortais, ligaríamos para um Taxi.

Mas não os clientes da Zipcar. Eles podem, pelo computador ou mesmo pelo seu iPhone solicitar um carro minutos antes e pegá-lo no estacionamento ali do lado da empresa. Rápido assim.

zipcarzipcar-mini-lg

A ZipCar vai além da proposta de locadora de carros. Tecnologia de ponta é investida nos seus produtos. Basta sabe que você pode chegar com seu iPhone e abrir o carro escolhido apertando um botão. A empresa desenvolveu um aplicativo que permite localizar seu carro via GPS, travar ou destravá-lo à distância.

Untitled-1

É uma tendência do mercado. Cada vez mais empresas se especializam em nichos personalíssimos. Seja por tipo de usuário até estilo de vida, empresários descobriram o quão lucrativo é parar de dar tiros pra tudo quanto é lado. É quando surgem academias apenas para mulheres, oficinas ecologicamente corretas entre outros inúmeros exemplos. A Zipcar foca em estilo de vida, oferecendo valor além do preço, lá no topo da pirâmide de Maslow (lembram das aulinhas de Marketing?).

Tanto que conseguiu convencer 40% de seu público a vender seus carros. E usar o deles. Isso impacta no meio ambiente (menos carros?), na indústria dos taxis, nas empresas de locação de carro. Uma inovação que puxa várias outras (esperamos pra ver).

Funciona assim: você faz um plano anual, recebe seu Zipcard e já pode começar a reservar e utilizar os carros, com antecipação de minutos até meses. Você pode reservar on line ou pelo seu iPhone, escolher o carro e ir pegá-lo próximo aonde trabalha ou mora. Então você vai até o carro e, com o seu Zipcard ou seu iPhone você abre o carro, entra, dá a partida e vai ser feliz. Seu Zipcard autorizado funciona apenas no carro escolhido durante o tempo reservado.

Tecnologia, inovação, novos usos, novas formas para o mesmo produto. A experiência criada pela Zipcar só é possível porque há uma tecnologia que a embasa. Mas se paramos para pensar, é apenas um detalhe que mudou: o enfoque dado à locação de carros. Entendeu-se uma necessidade de um nicho específico e supriu-se essa carência. É uma questão de dar o valor que o cliente espera. E isso normalmente não tem nada a ver com preço.

Zipcar’s iPhone App on Talking Tech | Jefferson Graham from Jefferson Graham on Vimeo.

A má notícia é que vai demorar pra essa tecnologia chegar no Brasil. Por várias questões, como o fato de nossos valores culturais serem bem diferentes. Mas não tão diferentes assim. Fica o desafio de criar algo nesse estilo mas com a cara do brasileiro. #ficadica

Esse post foi inspirado no artigo publicado no Bizz Revolution. Vale a pena.


Olhe de novo, pense novo

Uma das definições clássicas para criatividade em negócios é “ver o que todos viram, pensar o que ninguém pensou.”. Um novo olhar sobre as coisas.

Aprender a pensar de forma criativa com visão sistêmica e de futuro faz de pessoas, visionários. E quando essa criatividade soluciona problemas de forma prática, trazendo novos usos e abordagens para serviços e produtos, temos aí inovações.

Esse comercial da Orange Business Services mostra, de forma exagerada é claro, o conceito de “pensar à frente”, de integrar informações, utilizando a comunicação para adequar seu serviço. Não basta ter a informação, o uso que você faz da informação, associando idéias e criando mercado é que fará a diferença.

O Marketing de Guerrilha se utiliza justamente dessa premissa: táticas não convencionais, usando tudo o que pode se apresentar à mente humana, situações, eventos, notícias, mídias, pessoas, para promover uma experiência única.

Neossinapses, velhos problemas*

backin

A verdade, a grande verdade, é que mudam as gerações, abordagens mas velhos problemas permanecem. A vontade de ter um sony walkman é a mesma de ter um iPod. O anseio pelo Atari rivaliza-se a febre pelos PS’s. Velhas necessidades, novos desejos. Novas sinapses para velhos problemas.

Essa é a natureza humana e inovação nesse caso é descobrir as pecularidades das manifestações, diante de novos contextos. Novos usos para velhos apetrechos. Novas abordagens sobre o mesmo tema.

Não vejo que haja algo inteiramente e totalmente novo. Percebo que existem sim novos olhares sobre muitas coisas. Novos olhares criam novas tendências, formas de interagir, ler, apresentar como ninguém havia pensado antes. Isso sim é totalmente novo. Isso torna o ordinário, extraordinário.

A gente inova a milênios. A natureza inova a milênios. O conceito se tornou popular em menos de uma década. Redescobrimos a inovação. A mesma que fez o Galileu criar a luneta, o homem usar o fogo e a roda, os agricultores plantarem feijão e criar a ferradura, a apple levar o computador para a mesa da sua casa.

Mas agora  todo mundo está lá, buscando, mergulhando no assunto. As empresas criaram diretores de inovação. E o salário é alto. O atributo natural, de desconstruir para criar novas idéias, foi, bem, inovado.

Fiquei pensando nisso tudo quando o nosso mascote desenhista, o Vincent “tininho”, veio apresentar uma música “fodástica” e me mostrou Sultans of Swing do Dire Straits.

Daí lembrei de uma sequência: eu ouvindo isso em vinil na década de 80, eu montando uma banda, eu e a galera tocando vários do Dire Straits, Led e afins em festas e etcs., eu comprando o CD “melhores músicas” do Dire Straits, eu baixando as músicas em MP3 para o Winamp, eu Blipando Dire Straits e eu blogando esse post. Ou postando nesse blog. Enfim. Ufa.

Mas eu acho que daqui a pouco vai cansar, enjoar, esse papo todo de inovação. E quando o assunto começar a ficar menos alarmado, aí sim, inovar será preciso, novamente.

*Título by @andresinkos do prontosurtei e @vincentNH valeu a ilustração ;)

Tantos usos quanto cores na paleta

Uma das coisas mais legais em inovação  é quando empresas avançam além do aperfeiçoamento de produtos ou serviços: se lançam em novos usos, ganhando mercado e agregando valor à marca.

Novos usos é uma inovação tanto de produtos quanto de processos, quebrando paradigmas dentro do modus operandi tradicional da empresa. Mas é preciso ousadia. E uma bela visão de negócios e futuro.

Ver o que todo mundo viu e pensar o que ninguém pensou é um exercício diário de associação de idéias, repensando o que existe em novas formas de apresentação. Isso é o fascinante na manifestação humana, essa capacidade de juntar coisas diferentes em um novo contexto.

No Marketing, os exemplos são vários. Dois que me chamaram atenção nos últimos cliques.

Pantone.

Pantone sempre foi sinônimo de gráfica, escala de cores, design e fechamento de arquivos.

Esse era o ambiente da marca, onde ela vivia e ganhava mercado. Mas o mercado mudou.  Alguém lá dentro deve ter pensado “vamos associar a marca a outros produtos” e lançaram primeiro uma parceria com a Gap (roupas) e a Nespresso (xícaras) e depois bolsas.

pantone21

mimosa-and-store

pantone11

É uma surpresa ver no mercado novos usos para uma marca já tão consolidada. Com certeza publicitários, designers e afins serão usuários mais felizes da pantone.

Outro exemplo é o Prêmio Suvinil de Inovação. A empresa de tintas que vem se reinventando nos últimos anos (um exemplo legal é o site, totalmente interativo) criou um concurso cultural, artístico e científico,  para estimular a criatividade nos estudantes em projetos que “gerem tendências, livres de preconceitos, detectando novos talentos e propiciando oportunidades, inclusive, de implantação de tais projetos pela própria BASF S/A.”

suvinil

Ou seja, além de novos usuários em potencial, a empresa de tintas quebra o paradigma atual (e chato) de apenas vender tintas, se posicionando além do varejo. É sutil, mas está lá. Associar a marca a projetos e tendências é uma grande jogada.  Pintar com Suvinil passa a ser uma outra experiência de consumo.

O prêmio se divide em três categorias: Categoria Processos, Categoria Eco e Categoria Decoração. Vale conferir.

Agora, não foi a toa escolhi duas empresas ligadas a cores:

Pantone e Suvinil! quem sabe vocês não fazem uma parceria e laçam uma linha de tinta para ambientes ou algo assim? E depois visitem nossa agência, no link aí do lado ;)

(infos Pantone via: bulletupdateordie e W2products)