iPad na mão é vendaval

Aí, retiro todo o tom blasé desse texto abaixo, faço mea culpa e digo que, depois de ler tudo o que falaram sobre o iPad, estou sim, bastante empolgado. Dito isso, de resto assino embaixo.

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Já se falou tudo. É só clicar nos links ali embaixo e acompanhar a nova saga do Apple gadget mais famoso depois do iPhone. Nem todos simpatizaram, mas todos querem.

Realmente não tenho muito o que dizer a respeito, exceto que ainda não sei. Pela primeira vez vi uma tecnologia Apple e não fiquei assim, tão empolgado empolgado de cara. Talvez seja pela quantidade absurda de estímulos e tecnologia initerrupta jogada na nossa frente.

Em tempos assim fica cada vez mais difícil causar impacto. Por isso, sobre o iPad eu digo: não é mais do que eu esperava. E não surpreendeu tanto assim. Não acho revolucionário, mas considero o melhor item da categoria hoje no mercado, de longe, bem de longe. Une tantos atributos em um aparato tão bacana, que só por isso já é inovador, útil. Exceto pela bateria pífia que a Apple insiste em colocar nos seus produtos.

E isso não é querer banalizar nem criticar o novo item de luxo da “empresa mais inovadora do mundo”. Não é o produto, mas a minha (e talvez a nossa) percepção dos produtos que mudaram. Perigo se tornar comum. E apresentações como as de Jobs, antes tão esperadas já não causam mais frisson. Fica um sentimento de “ok, legal, que venha o próximo”.

Isso porque a raridade, substrato do valor, já está se tornando, bem, rara.

Por isso aplaudo a nova tecnologia e vou até querer ter um, um dia desses quero ter um desses, AGORA!

E fica aqui a pergunta: e você, vai fazer o que com ele?

Links para iAcompanhar:

Mac Magazine

No Digital Drops

Apple

Zipcar: ter carro pra quê?

Você está saindo correndo para uma reunião e não tem carro. Nós, meros mortais, ligaríamos para um Taxi.

Mas não os clientes da Zipcar. Eles podem, pelo computador ou mesmo pelo seu iPhone solicitar um carro minutos antes e pegá-lo no estacionamento ali do lado da empresa. Rápido assim.

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A ZipCar vai além da proposta de locadora de carros. Tecnologia de ponta é investida nos seus produtos. Basta sabe que você pode chegar com seu iPhone e abrir o carro escolhido apertando um botão. A empresa desenvolveu um aplicativo que permite localizar seu carro via GPS, travar ou destravá-lo à distância.

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É uma tendência do mercado. Cada vez mais empresas se especializam em nichos personalíssimos. Seja por tipo de usuário até estilo de vida, empresários descobriram o quão lucrativo é parar de dar tiros pra tudo quanto é lado. É quando surgem academias apenas para mulheres, oficinas ecologicamente corretas entre outros inúmeros exemplos. A Zipcar foca em estilo de vida, oferecendo valor além do preço, lá no topo da pirâmide de Maslow (lembram das aulinhas de Marketing?).

Tanto que conseguiu convencer 40% de seu público a vender seus carros. E usar o deles. Isso impacta no meio ambiente (menos carros?), na indústria dos taxis, nas empresas de locação de carro. Uma inovação que puxa várias outras (esperamos pra ver).

Funciona assim: você faz um plano anual, recebe seu Zipcard e já pode começar a reservar e utilizar os carros, com antecipação de minutos até meses. Você pode reservar on line ou pelo seu iPhone, escolher o carro e ir pegá-lo próximo aonde trabalha ou mora. Então você vai até o carro e, com o seu Zipcard ou seu iPhone você abre o carro, entra, dá a partida e vai ser feliz. Seu Zipcard autorizado funciona apenas no carro escolhido durante o tempo reservado.

Tecnologia, inovação, novos usos, novas formas para o mesmo produto. A experiência criada pela Zipcar só é possível porque há uma tecnologia que a embasa. Mas se paramos para pensar, é apenas um detalhe que mudou: o enfoque dado à locação de carros. Entendeu-se uma necessidade de um nicho específico e supriu-se essa carência. É uma questão de dar o valor que o cliente espera. E isso normalmente não tem nada a ver com preço.

Zipcar’s iPhone App on Talking Tech | Jefferson Graham from Jefferson Graham on Vimeo.

A má notícia é que vai demorar pra essa tecnologia chegar no Brasil. Por várias questões, como o fato de nossos valores culturais serem bem diferentes. Mas não tão diferentes assim. Fica o desafio de criar algo nesse estilo mas com a cara do brasileiro. #ficadica

Esse post foi inspirado no artigo publicado no Bizz Revolution. Vale a pena.


Mais da Unila e outra do Niemeyer

A Unila já está com Blog oficial, e comunidade no Orktut (útil, vale a pena).

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Fiquei empolgado quando li a lista dos 36 cursos de graduação (e também os de pós-graduação) no post feito pelo Daniel Abreu. Cursos como Ciência, Tecnologia e Inovação; Comunicação, Mídia e Política; Cinema e Multimeios e Neurociências e Ciência Cognitiva são certamente uma inovação e ótima notícia para a região.

Pra quem, como eu, pretende continuar a seguir carreira também na área docente, a Unila vem em um momento chave de mudanças sociais, políticas e econômicas da região, bem diferente das promessas vazias de especuladores do passado de Foz do Iguaçu.

Vem também em uma época onde o nosso próprio sistema educacional (cuja defasagem não é novidade para ninguém, para a tristeza de figuras como Piaget, Emília FerreroZé Pacheco), começa a ter vislumbres de mudança positiva no horizonte. Exemplo: como disse no post anterior, a integração das mesmas matérias e conhecimentos entre cursos diferenciados é uma tendência inovadora no meio acadêmico. Isso potencializa o conhecimento, economiza recursos e todos saem ganhando.

Outra obra assinada pelo Niemeyer também em Foz é o Centro Cultural Holoteca (conjunto de tecas, ou coleções, como biblioteca, gibiteca, filatoteca e centenas de outras), centro de eventos e teatro (o primeiro de Foz). O projeto foi idealizado pelos pesquisadores do Ceaec e recebeu o apoio da Itaipu e da Câmara Municipal.

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Isso tudo já foi falado no blog da Unila, com detalhes. Mas a motivação me fez reforçar. Pra quem mora em Foz, notícias assim deixam claro que estamos em um período de transição e mudanças enquanto cidade e região, dessa vez a coisa anda.

Veja imagens, notícias e matéria completa sobre Unila e Centro Cultural Holoteca aqui.

Festa Digital

Nota rápida: começou segunda, dia 11, e vai até domingo (18/02), na Bienal de São Paulo, o Campus Party um dos maiores (e melhores) eventos de internet e tecnologia. É um oasis real para essa geração digital: são estudantes, empresários, curiosos e pessoas dos mais diversos tipos atrás das últimas inovações tecnológicas digitais, troca livre de conteúdos e entretenimento em rede. Não é à toa que as 3.000 vagas do evento esgotaram-se rapidamente.

Vários blogs abordaram o assunto essa semana, por isso não vou chover no molhado. Vale a pena dar uma navegada em alguns (links lá no final desse texto) para acompanhar o que está acontecendo nos bastidores do evento. Basicamente todos os blogueiros, marketeiros e inovadores de plantão da nova geração estão presentes no evento, dando feedback full and real time pra quem estiver conectado.

Escrevo esse post primeiro porque o _NeoS é um blog sobre inovação e o evento transpira o tema (como ilustra a matéria aí ao lado). Segundo para uma análise: vale a pena ficar atento aos próximos meses, pois eventos desse tipo alavancam criações inovadoras na área e não demora muito para vermos os resultados (práticos) no dia-a-dia. Quem sai de lá, sai com a cabeça cheia de idéias e motivações.

Vale a pena também acompanhar blogueiros como Carlos Merigo do Brainstorm#9, Bruno Allucci do Direto do Forno e outros, diretamente no blog Brasil Digital, da Intel, e ficar a par do que está rolando.


Outros links:

Blog oficial do envento
Blog do convidado
Blogblogs
Revista Mac+
Flicker
YouTube


Fotos: Fernando Cavalcanti