Inspired by Iceland

Publicidade turística é algo muito bacana de se fazer. É praticamente ilimitada a quantidade de associação de idéias que você pode fazer com o local.

Mas regiões são como pessoas, times, grupos, precisam criar e ter uma identidade cultural própria para agregar valor. Por mais bacana que seja o local, esse benefício tem que ficar claro na hora de comunicar.

Nesse quesito, Iceland dá banho. Esse vídeo é aquele que causa surpresa. A trilha sonora certa deixa claro a energia, hospitalidade do destino. E as pessoas completam a festa.

Esse é mais um vídeo enviado por pessoas para o site inspiredbyiceland.com. Funciona assim: você é um turista, vai lá, filma, fotografa, se empolga e monta um vídeo, conta a história e manda pro site, que vai selecionar e expor.

Considerando que anúncio nenhum substitui o depoimento de quem já foi pra quem quer ir, essa é uma sacada muito boa quando se trata em divulgar.

Dá vontade de ir correndo pra lá, dançar junto. Genial.

Inspired by Iceland Video from Inspired By Iceland on Vimeo.

Mais vídeos também no canal Inspired By Iceland no Vimeo, é só clicar aí no link embaixo do vídeo.

Sinais de Patrick Hughes

O vídeo aí embaixo, do diretor Patrick Hughes “Signs”, via Publicis Mojo, feito para o Schweppes Short Film Festival, mexeu comigo.

Me faz pensar em Semiótica do começo aou fim, com todo o processo de síntese gráfica, em cada cena. Nada precisa ser dito, tudo está visível à interpretação, justamente porque Hughes utiliza signos comuns ao humano em si.

Há sensibilidade e evidência de conhecimento profundo em comunicação, em vários detalhes ao longo do filme: a linguagem corporal do protagonista, que vai evoluindo a medida em que sua vida começa a ganhar sentido, sua interação com os objetos – o telefone, o pote de cereais no café da manhã, o riso na sala de reunião, e vários outros. A forma como o protagonista reage aos elementos que compõe sua vida (escolhida por ele mas incompleta), mostra a realidade de um sociedade que, talvez, tenha se perdido em seu burocrático progresso.

Os sinais que Hughes apresenta não são apenas a versão humanizada do que seria uma conversa de chat, com menos de 140 caracteres, na própria vida real, recheada de emoticons. Símbolos esses que substituem a própria incapacidade (inicial) do personagem demonstrar seus sentimentos. Quem assiste acaba esquecendo que não há diálogo falado. Tudo o que precisa ser lido está visualmente apresentado, do começo ao fim da história, com uma mensagem forte justamente pelo silência que grita. Emocionante.

Bom, virei fã do cara. Achei uma visão inovadora o uso inteligente de símbolos virtuais na vida real e a forma como Hughes costurou tudo isso em um vídeo impecável. Por isso esse post. Comentem aí o que acharam.

Clique aqui para ver o portfolio completo de Hughes.

Na era dos Blogs, a informação é menos relevante do que quem a lê

#midiakitbites “O principal argumento de venda de um blog para uma agência: hoje o leitor é o commodity e não mais a informação. É importante focar nos leitores, a informação não é tão relevante quanto quem a lê.” (by “Urso“)

E você, o que acha disso?