Compre um cão de guarda e pare de latir no quintal

 

Uma das coisas mais curiosas quando se trabalha com Design e Comunicação é quando o cliente ou o prospect fecha um contrato com você devido aos trabalhos que você já fez, prêmios que já ganhou, portfolio, clientes bons que já atendeu, e diz “Quero profissionalizar minha comunicação, qualificar, como os grandes fazem, por isso escolhi vocês!”

Ok, tudo bonito, tudo bem, você faz uma baita reunião de briefing, faz a dinâmica de planejamento com a empresa inteira, faz o diagnóstico, indica os problemas, mostra as soluções, elabora as estratégias e parte para a ação.

Então, naquele belo dia de reunião marcada para apresentação de uma campanha, ação, peça gráfica, idéia ou qualquer outra solução de comunicação, o cliente vira pra você e diz “hum, não gostei, ficou ruim, não era bem isso que eu queria…” Continue reading

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A Foz do natal

Hoje começa a programação do Natal das Cataratas, tudo gratuito, para a felicidade da população, alegria dos turistas e, quem sabe, empolgação dos comerciantes.

Não sabe do que estou falando? Então acesse o site Natal das Cataratas para ficar por dentro da programação e afins.

No último post falei sobre identidade cultural. Foz está correndo atrás de uma. Mas como assim? Temos várias culturas, restaurantes, o maior parque hoteleiro do Brasil, belezas naturais, etc. Pois é cara-pálida, mas beleza não põe mesa. Me responda: qual a comida típica de Foz? Como a cidade é intepretada lá fora? O turista TEM VONTADE de ficar aqui, construir uma casa para passar a aposentadoria feliz? O turista é bem acolhido? E o mais importante, a cidade se garante ALÉM do turismo?

Foz carece de auto-estima e de uma identidade que permita apresentá-la, efetivamente, ao mundo. Mas isso está mudando, e rápido. Vários sinais indicam um amadurecimento da cidade para se tornar profissional naquilo que ela faz melhor, começando pelo título de Destino do Mundo. E eu, que adotei a cidade para viver e amar, tenho orgulho de dizer “moro em Foz”.

E aí a iniciativa do Natal das Cataratas é mais um desses indicadores. Tempos atrás postei no Neossinapses um post sobre Gramado. O Natal das Luzes de Gramado é um exemplo de todo o potencial que uma cidade tem quando todos param de competir e começam a trabalhar juntos. Vale a pena ler o post aqui.

Ao sair nas ruas e ver o que está acontecendo com a decoração da cidade, fiquei feliz pacas. Faz bem para todos. Aumenta a auto-estima. Traz orgulho, incentiva o turismo, aumenta a parceria entre comerciantes e empresas, deixa a cidade mais profissional e começa, aos poucos, a fixar uma identidade cultural por símbolos que são próprios de nosso recém intitulado Destino do Mundo.

Então vai lá, hoje começa, cidade iluminada, apresentações na praça do Mitre, logo ali, ao lado da casa do Papai Noel, a partir das 20h, com a apresentação da peça A Lenda das Cataratas, encenada pelo Balé do Teatro Guaíra, de Curitiba. Até o bom velhinho vai enfrentar o calor de foz sendo conduzido até a praça em um trenó puxado por um protótipo de veículo elétrico desenvolvido pela Itaipu e empresas parceiras. Continue reading

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Valores

A pessoa entrou na entrevista de emprego e perguntaram tudo sobre a vida dela. Sobre seus valores, sonhos, objetivos. Daí a criatura sai da entrevista, indignada, falando “pô, o que a minha vida tem a ver com o meu emprego?”. Eu respondo: TUDO.

Se os seus valores não estiverem de acordo com os valores da sua empresa e ambos não se alinharem com os valores de seus clientes, algo está muito errado. Em um mundo onde tantos vendem a mesma coisa, oferecem as mesmas promessas, o que vai contar é a coerência naquilo que você faz. Qualquer balcão pode vender um produto, mas é o humano que cria valor. Ou melhor, dá valor para o que oferece.

Pensa comigo: digamos que você valoriza MUITO a sua família, o churrasquinho de domingo e tudo o que você faz é para viver bem junto deles. Então trabalhar, por exemplo, em uma multinacional é um sonho que tem tudo pra te deixar frustrado. Você vai ter que viajar, ficar longe muito tempo, pra crescer no emprego terá de fazer concessões e irá sim ficar longe da família. E se você não estiver consciente de quais são seus valores reais, aqueles que impulsionam sua vida, tanto para motivá-lo, quanto para abrir mão deles caso seja necessário, um dia vai acordar MUITO insatisfeito, sem saber bem por que.

Por isso o cara que perguntou pra menina inteligente sobre a vida dela estava certo. Para manter alguém motivado na sua empresa é preciso entender o que ele valoriza, saber se o que ele valoriza está alinhado com os valores da empresa, para que o cliente receba o tratamento adequado e todos sejam felizes.

Valorize isso!

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Pense possível

By Laerte

Eu sou fã do laerte desde 89. Ou seria 1990? Não lembro, mas faz muito tempo. Na época colecionava as tiras em jornal, Piratas do Tietê, etc. Laerte é um associador de idéias. Faz isso com maestria. O meio é a ilustração, os quadrinhos, as tiras, onde também passeia com um traço inconfundível e inimitável. Navega por praticamente todos os conteúdos, da dialética à retórica, literatura, ciência, fantasia, tudo, enfim, que pode gerar um estado de comunicação. Mas, sempre, com humor.

Passei por essa tira no Manual do Minotauro e a singeleza me tocou. Postei aqui porque considero-o um inovador em sua área. Mas também pela lembrança, nunca demais, de que devemos pensar fora da caixa. Com a maturidade dos pés no chão, mas a mente sem amarras. E aí, o que não é possível?

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O que faz o que você faz no dia-a-dia?

Uma vez, ainda quando fazia pós-graduação em comunicação publicitária, fomos convidados a escrever um artigo, assunto da nossa escolha, para publicação em revista.

Escrevi na época sobre a responsabilidade de se fazer publicidade para clientes que vendem bebida alcóolica. No impacto que os comerciais tem em alcóolatras tentando parar, por exemplo, e nas repercursões de divulgar determinados produtos. O artigo foi ignorado, não foi publicado nem tive resposta. Me achei “careta” demais na época e deixei o assunto pra lá.

Anos depois montamos nossa empresa, que faz certo sucesso aqui no Oeste-Paraná, e, adivinhem, uma de nossas políticas é não atender jogos, bebidas, cigarros ou afins. Sem preconceitos, apenas o conceito, forte sim, de que existem certos impactos sociais que preferimos não contribuir, porque a gente SABE sim o poder de uma publicidade (mesmo tomando nossa cerveja ou apostando na mega-sena de vez em quando).

Então vou vivendo a vida e recebo do @lleonardosilva esse vídeo do Fabio Barbosa em palestra no TED. E percebo que ser ético nas decisões é uma tendência daqui pra frente, não exceção. Vejamos por exemplo o que empresas como a Full Jazz, da Cristina Carvalho Pinto, fazem nesse quesito (aliás, preciso publicar um post sobre ela aqui, em breve).

A neossinapse vem por conta desse tipo de pensar diferente, ao montar e tocar qualquer negócio. São modelos assim que fazem valer a pena trabalhar no que considero uma era mais lúcida da comunicação.

Vejam o vídeo, tirem suas próprias conclusões. Afinal, como diz o Fábio, difícil é ir bem em um país que vai mal ;)

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