Quando eu leio um livro ele sai todo marcado. Riscado, anotado, sublinhado e com símbolos que significam coisas que só eu entendo, para poder pesquisar depois. Aprendi isso com gente que pesquisa e lê vorazmente, aqui em Foz, e agora não consigo mais ler livros sem um marcador e caneta nas mãos.
É um método que funciona para quem quer levar a leitura e a pesquisa a sério. Você cria seus próprios códigos e marcações. Por exemplo, sempre que eu leio algo em algum livro algo que remete à inovação, anoto no lado do parágrafo a sigla IN e sublinho no texto a frase que sintetiza o parágrafo. Se acho bem importante, acrescento um “!” ao lado da anotação, se pretendo publicar no blog, anoto também “post”. E por aí vai.
Marcar algum insight com suas palavras também ajuda, faz com que fique fácil você voltar novamente aquilo que interessa no livro para que coisas muito legais possam ser reaproveitadas para artigos, palestras, aulas e afins.
Por isso resolvi criar essa sessão no Neossinapses para fazer resenhas sintéticas que são mais anotações e ponderações sobre assuntos encontrados em meio às páginas do livro (ou livros) que estou lendo nesses tempos, especificamente sobre inovação.
Vou dar o nome dessa sessão de marca-páginas. E o primeiro começa agora.
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MARCA-PÁGINAS
Kahney, Leander. A Cabeça de Steve Jobs, Agir, RJ, 2008.
Capítulo 6: Espírito Inventivo – De onde vem a inovação?
Pg. 164. O Cube.
Um computador em formato de cubo, de 20 centímetros que lançava para fora os CDs como se fossem torradas foi um dos mais lindos e fracassados Macs produzidos pela Apple, entre 2000 e 2001.
Jobs valorizou demais a forma em detrimento do conteúdo. Era uma peça de exposição: caro demais e pouco potente em função do preço, foi totalmente feito em função do design.
Essa primeira marcação se deu por ser uma lição básica para quem trabalha com design e comunicação: a experiência do usuário deve ser o norte que conduz o design. O conteúdo deve ser valorizado. No caso da comunicação, forma pela forma não informa. No caso do design, por mais bonito que seja, a forma deveria vir em função do uso.

O Cube foi o produto que chancelou essa realidade para Jobs, cuja reputação atual se dá por respeitar acima de tudo a experiência do consumidor, de compra e uso. Todos os produtos da Apple visam atender essa constante e essa é uma das bases de sua reputação como empresa inovadora.
Uma empresa, produto ou serviço sempre existem em função do usuário final. Perder isso de vista é um dos caminhos para o fracasso. O que você acha?