Airflowing: o essencial quer fluir

Não é sempre que uma startup nacional começa a operar oficialmente no mercado on-line. Mais emocionante é você poder dizer que acompanhou grande parte do processo.

Estou falando do Airflowing, um sistema para gestão de equipes, trabalhos e projetos voltado para qualquer empresa ou profissional que queiram as coisas feitas e serem pagos por isso.

Foi uma grande espera, um longo processo e uma felicidade enorme poder ver nascer um produto tão bom, com uma história na qual temos nosso capítulo, e ter o privilégio de poder utilizar atualmente em nossa empresa.

Bom, não vou entrar em detalhes aqui. Basta dizer que o sistema integra de forma genial equipes de trabalho em qualquer área, entre quaisquer negócios e certamente depois de começar a usar você vai querer adotar. Sebastian Sastre, o desenvolvedor e um dos co-fundadores do sistema, junto com Dimas Bragagnolo, fala tudo em seu post aqui.

Dimas e Sebastian, lets flow!

Compre um cão de guarda e pare de latir no quintal

 

Uma das coisas mais curiosas quando se trabalha com Design e Comunicação é quando o cliente ou o prospect fecha um contrato com você devido aos trabalhos que você já fez, prêmios que já ganhou, portfolio, clientes bons que já atendeu, e diz “Quero profissionalizar minha comunicação, qualificar, como os grandes fazem, por isso escolhi vocês!”

Ok, tudo bonito, tudo bem, você faz uma baita reunião de briefing, faz a dinâmica de planejamento com a empresa inteira, faz o diagnóstico, indica os problemas, mostra as soluções, elabora as estratégias e parte para a ação.

Então, naquele belo dia de reunião marcada para apresentação de uma campanha, ação, peça gráfica, idéia ou qualquer outra solução de comunicação, o cliente vira pra você e diz “hum, não gostei, ficou ruim, não era bem isso que eu queria…” Continue reading

Valores

A pessoa entrou na entrevista de emprego e perguntaram tudo sobre a vida dela. Sobre seus valores, sonhos, objetivos. Daí a criatura sai da entrevista, indignada, falando “pô, o que a minha vida tem a ver com o meu emprego?”. Eu respondo: TUDO.

Se os seus valores não estiverem de acordo com os valores da sua empresa e ambos não se alinharem com os valores de seus clientes, algo está muito errado. Em um mundo onde tantos vendem a mesma coisa, oferecem as mesmas promessas, o que vai contar é a coerência naquilo que você faz. Qualquer balcão pode vender um produto, mas é o humano que cria valor. Ou melhor, dá valor para o que oferece.

Pensa comigo: digamos que você valoriza MUITO a sua família, o churrasquinho de domingo e tudo o que você faz é para viver bem junto deles. Então trabalhar, por exemplo, em uma multinacional é um sonho que tem tudo pra te deixar frustrado. Você vai ter que viajar, ficar longe muito tempo, pra crescer no emprego terá de fazer concessões e irá sim ficar longe da família. E se você não estiver consciente de quais são seus valores reais, aqueles que impulsionam sua vida, tanto para motivá-lo, quanto para abrir mão deles caso seja necessário, um dia vai acordar MUITO insatisfeito, sem saber bem por que.

Por isso o cara que perguntou pra menina inteligente sobre a vida dela estava certo. Para manter alguém motivado na sua empresa é preciso entender o que ele valoriza, saber se o que ele valoriza está alinhado com os valores da empresa, para que o cliente receba o tratamento adequado e todos sejam felizes.

Valorize isso!

O que faz o que você faz no dia-a-dia?

Uma vez, ainda quando fazia pós-graduação em comunicação publicitária, fomos convidados a escrever um artigo, assunto da nossa escolha, para publicação em revista.

Escrevi na época sobre a responsabilidade de se fazer publicidade para clientes que vendem bebida alcóolica. No impacto que os comerciais tem em alcóolatras tentando parar, por exemplo, e nas repercursões de divulgar determinados produtos. O artigo foi ignorado, não foi publicado nem tive resposta. Me achei “careta” demais na época e deixei o assunto pra lá.

Anos depois montamos nossa empresa, que faz certo sucesso aqui no Oeste-Paraná, e, adivinhem, uma de nossas políticas é não atender jogos, bebidas, cigarros ou afins. Sem preconceitos, apenas o conceito, forte sim, de que existem certos impactos sociais que preferimos não contribuir, porque a gente SABE sim o poder de uma publicidade (mesmo tomando nossa cerveja ou apostando na mega-sena de vez em quando).

Então vou vivendo a vida e recebo do @lleonardosilva esse vídeo do Fabio Barbosa em palestra no TED. E percebo que ser ético nas decisões é uma tendência daqui pra frente, não exceção. Vejamos por exemplo o que empresas como a Full Jazz, da Cristina Carvalho Pinto, fazem nesse quesito (aliás, preciso publicar um post sobre ela aqui, em breve).

A neossinapse vem por conta desse tipo de pensar diferente, ao montar e tocar qualquer negócio. São modelos assim que fazem valer a pena trabalhar no que considero uma era mais lúcida da comunicação.

Vejam o vídeo, tirem suas próprias conclusões. Afinal, como diz o Fábio, difícil é ir bem em um país que vai mal ;)

#EPICENTRO – epicentrando idéias

A gente nota o cérebro a mil por hora do Ricardo Jordão só pela forma como ele escreve no bizrevolution.

Peguei o link pelo blog do Fabio Seixas, adicionei o cara no twitter e estou aguardando o #EPICENTRO, evento que promete ajudar a espalhar idéias e contribuir para inovação. Uma miscelânea de idéias, conceitos, experiências compartilhadas ao modo do TED.

Epicentro_banner

Tem gente que critica o que chama de “chupada de idéias”, como o próprio #EPICENTRO representa em relação ao TED. Mas não é isso. Tá longe disso. Comentei que é como a invenção da RODA (chovendo no molhado do ícone-conceito que eu escolhi para esse blog): a inovação está no aperfeiçoamento, na materialização de novos modelos a partir de antigos, resultando em sementes inovadoras, úteis e melhoradas. O #EPICENTRO é uma dessas iniciativas, inovadoras pelo simples fato de ousar recriar um modelo quebrando paradigmas.

Mas acho que o evento pode ir muito além do TED americano: pelo jeitão eclético e profissa dos palestrantes e o cronograma, a coisa pode surpreender além apenas de design, entretenimento e tecnologia. Quem sabe o que virá por aí? Que acham que pode resultar de inovação desse evento no Brasil?

Via: BizRevolution, EPICENTRO, o TED brasileiro